“Se os tempos mudaram e nós, mulheres, podemos trabalhar, estudar e ter voz ativa, isso foi graças ao feminismo. E enquanto existir caga regras dizendo que “mulher não pode isso, mulher tem que ser aquilo,” vai existir o machismo travestido de ~valores da família~ ou ~bom senso~, e eu vou precisar do feminismo. Enquanto eu tiver que ignorar olhares e abordagens invasivas que escuto quando resolvo sair de minissaia, eu preciso do feminismo. Enquanto eu tiver medo de andar à noite na rua, não por receio de furtarem meu celular, mas por temer ser estuprada, eu preciso do feminismo. Enquanto eu tiver medo de ser violentada oralmente, verbalmente ou sexualmente, eu preciso do feminismo. Enquanto a média salarial da mulher ainda for mais baixa que a do homem, eu preciso do feminismo. Enquanto mulheres sofrerem violência doméstica (na maioria dos casos o próprio parceiro é o agressor), eu preciso do feminismo. Enquanto a sociedade me impuser padrões de beleza, de comportamento e de vida, eu preciso do feminismo. Enquanto medirem o meu caráter pelo comprimento do meu vestido, eu preciso do feminismo. Enquanto a cultura do estupro continuar, eu preciso do feminismo. Enquanto eu não for a dona do meu prazer, eu preciso do feminismo. Enquanto eu não me sentir livre o suficiente para escolher ser o que eu quiser ser, eu preciso do feminismo.”

Obrigada pelas palavras (em destaque), Laís. 

Não compartilho tudo, mas o que me fez muito sentido hoje.